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Indústria - 12/10/2021

Indústria ferroviária volta a ter expectativas positivas com o futuro do segmento no país

"O setor ferroviário nacional tem muito potencial para voltar aos seus melhores momentos e para contribuir, inclusive, com a economia do país". Esta foi a mensagem principal deixada pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER), Vicente Abate, na NT Expo Xperience 2021,  ponto de encontro digital do setor metroferroviário brasileiro, encerrado no dia 07 de outubro. 

Segundo ele, antes da indústria ferroviária voltar a dar sinais de recuperação, como estamos vendo agora, foram anos dramáticos no setor, agravados mais recentemente com a pandemia de Covid-19. "Ainda vivemos tempos difíceis, em termos de Brasil e de mundo, e esperamos que essa pandemia acabe o mais rápido possível. Mas, esse período de limitações que o setor enfrenta, na verdade, ocorre desde antes da crise sanitária. De 2015 para cá, tivemos uma grande redução no volume de fabricação de equipamentos do setor. Na época, contávamos com uma produção de 4.500 vagões no país, por exemplo, e em 2019 esse número mal passava de mil. Com isso, naturalmente, perdemos muita mão de obra especializada. Nos últimos três anos, deixamos de contar com cerca de quatro mil profissionais diretos do setor, que totalizam uma mão de obra em torno de 20 mil no país. Foi muita coisa", lamentou.

Entretanto, desde 2020 o setor passou a ter novas expectativas e a acreditar novamente em uma retomada, de acordo com Abate. Isso porque algumas frentes, que antes estavam estagnadas, voltaram a ter continuidade, como as renovações antecipadas de concessões. "Já no ano passado, foram concedidas algumas dessas tão aguardadas renovações antecipadas. E já tem mais algumas a caminho, que podem vir a dar um novo gás ao setor. Com esse ciclo fechado, que esperamos que termine até o final de 2022, teremos todas as concessionárias de transporte de cargas com seus contratos renovados e com condições de colocar em prática os investimentos previstos. Com isso, a demanda da indústria local poderá voltar a aumentar", disse.

Outra ação que deve ser enaltecida, para ele, é a iniciativa do Governo Federal em lançar o Programa Pró-Trilhos, no início de setembro deste ano, que tem como intuito fomentar o desenvolvimento do setor no país. Mês de setembro, aliás, que ficou marcado como o "Setembro Ferroviário", disse. "Temos que enaltecer essa iniciativa, que foi muito benéfica ao setor, pois assim que o Programa Pró-Trilhos foi lançado, dando início ao que foi chamado de ‘Setembro Ferroviário’, já tivemos como resultados imediatos as assinaturas de três novos contratos para o setor: para as construções do segundo trecho da FIOL e do primeiro trecho da FICO, e para a instalação do aeromóvel no Aeroporto de Guarulhos (SP), que vai garantir mais qualidade ao transporte dentro do complexo, de forma mais confiável, econômica e segura".

O mesmo retorno positivo se teve com as autorizações ferroviárias, também anunciadas como parte do "Setembro Ferroviário". Com elas, basicamente, será possível que empresas e investidores interessados construam novas ferrovias ou invistam na melhoria de trechos já existentes - sem a necessidade de passar por leilões ou concessões, de uma maneira mais simples e menos burocrática. "Isso foi muito importante, pois despertou o interesse de novos players para o setor. A atratividade foi tanta que, um dia depois do anúncio dessa possibilidade, no dia 2 de setembro, já haviam onze pedidos de empresas interessadas. Pouco depois, no dia 17 de setembro, chegaram mais três propostas", exaltou.

"A expectativa é que tenhamos uma participação muito maior do setor ferroviário na matriz de transportes brasileira nos próximos anos: podendo até dobrá-la, saindo da atual casa de 20% e chegando aos 40%. Isso, sem dúvida, tornaria a matriz de transportes nacional muito mais equilibrada e integrada entre todos os modais", completou.

Foto: Elena Saharova. 

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